Quem pede comida em casa quer resolver rápido: ver o cardápio, saber se entrega no seu bairro, conferir o preço e pedir. Hoje, a maior parte desses pedidos passa pelos aplicativos de entrega, que cobram uma comissão sobre cada venda e ficam com o contato do cliente.
Um site próprio abre um segundo caminho. O cliente que já conhece o delivery pode pedir direto pelo WhatsApp do negócio, e esse pedido não paga comissão. A seguir, mostramos como montar esse canal, o que o site precisa ter e como divulgá-lo no Google.

Como o site ajuda o seu delivery
Cada pedido direto é um pedido sem comissão
Os aplicativos cobram uma porcentagem de cada pedido. No site próprio, o cliente vê o cardápio e envia o pedido pelo WhatsApp do negócio. Não há plataforma no meio, e o negócio não paga comissão sobre esse pedido. Ficam só os custos que já existiriam de qualquer forma, como a taxa da maquininha de cartão.
O contato do cliente passa a ser do negócio
No aplicativo, o cliente pertence à plataforma. Quando o pedido chega pelo WhatsApp, o número do cliente fica registrado no celular do delivery. Com esse contato, o negócio pode avisar sobre promoções e pratos novos a quem aceitar receber esse tipo de mensagem.
A área de entrega fica clara antes do pedido
O site mostra os bairros atendidos e a taxa de entrega de cada um. O cliente sabe antes de pedir se é atendido, e o delivery deixa de responder a mesma pergunta várias vezes por dia.
O cardápio aparece no Google
O cardápio em texto pode ser lido pelo Google. Buscas como "marmita entrega" ou "açaí delivery" seguidas do nome do bairro podem levar ao site do negócio, e não apenas ao aplicativo.
O delivery continua no aplicativo
O site não exige sair do aplicativo. Ele funciona como canal para quem já conhece o negócio. Uma prática comum é incluir, em cada entrega feita pelo aplicativo, um cartão com o endereço do site para os próximos pedidos.
O site certo para cada tipo de delivery
A estrutura do site muda conforme o que o delivery vende e como o cliente decide o pedido.
Marmitas e refeições do dia
O cliente quer o cardápio do dia, o preço e o horário limite para pedir. O destaque deve ser o cardápio atualizado diariamente e o horário de corte dos pedidos.
Lanches e porções
O cliente escolhe por foto. O destaque deve ser a galeria de produtos com preço, os combos e o botão de pedido visível em toda a página.
Açaí, doces e sobremesas
O cliente monta o pedido com complementos. O site deve listar tamanhos, complementos e valores, para que a mensagem de pedido chegue completa.
Bebidas e conveniência
O cliente quer rapidez e saber o horário de funcionamento, inclusive à noite e nos fins de semana. O destaque deve ser o horário e a área de entrega.
Com quem você disputa este cliente
Na busca por comida, o delivery disputa o cliente com os próprios aplicativos de entrega, que aparecem no topo do Google e já estão instalados no celular do cliente. Brigar com eles pelo primeiro pedido sai caro. Pelo segundo pedido, a briga é possível.
Por isso, faz mais sentido deixar o aplicativo trazer o cliente novo e usar o site para os pedidos seguintes. Um cartão com o endereço do site na embalagem, um atendimento cordial no WhatsApp e alguma vantagem para quem pede direto, como um brinde ou frete menor, ajudam o cliente a mudar de canal.
Fazer sozinho ou receber pronto?
Em ferramentas como Wix e Hostinger, o próprio dono monta o site e paga uma mensalidade. Para quem tem tempo e se sente à vontade com tecnologia, pode ser um bom caminho. A tabela compara as duas opções.
| Montar sozinho | Receber pronto | |
|---|---|---|
| Quem faz | O próprio dono do delivery | A equipe da DigiRocket |
| Tempo do dono | Escolher modelo, escrever textos, tratar fotos, configurar domínio e mapa | Cerca de 10 minutos para enviar as informações e 3 fotos pelo WhatsApp |
| Prazo | Depende da disponibilidade do dono | Combinado no atendimento, depois do envio das informações |
| Pagamento | Mensalidade enquanto o site existir | Pagamento único, a partir de R$ 497 |
| Google Maps | Configuração feita pelo dono | Configurado no Plano Premium |
O que o site do delivery precisa ter
- Botão "Pedir pelo WhatsApp" visível desde a primeira tela, no celular.
- Cardápio em texto, por categoria, com preço e foto dos itens de maior saída.
- Bairros atendidos e taxa de entrega de cada um.
- Tempo médio de entrega e horário de funcionamento por dia da semana.
- Formas de pagamento aceitas na entrega e antecipadas, como Pix.
- Pedido mínimo, se houver.
- Mensagem de pedido pronta: o botão abre o WhatsApp com um texto inicial, para o cliente só completar os itens.
Como aparecer no Google sem pagar anúncio
- Ficha do Google Maps completa, com a categoria correta (por exemplo, "serviço de entrega de refeições"), horário e link para o site.
- Nome dos bairros atendidos no texto do site. Isso informa ao Google para quem o delivery deve aparecer.
- Cardápio atualizado, com o nome dos produtos como o cliente os pesquisa.
- Avaliações no Google. Enviar ao cliente, após a entrega, o link para avaliar o delivery.
Os resultados gratuitos levam semanas ou meses para aparecer. Para ser visto desde o início, o caminho é o anúncio pago.
Exemplo de campanha no Google
Exemplo para um delivery de marmitas na Zona Norte de Porto Alegre. Os valores devem ser ajustados para cada negócio.
- Tipo
- Rede de Pesquisa do Google: o anúncio aparece para quem está pesquisando.
- Área
- Os bairros atendidos pela entrega, e somente eles.
- Horários
- Das 10h às 13h30 e das 17h30 às 21h, quando a decisão de pedir é tomada.
- Destino
- O cardápio no site, com o botão de pedido visível.
- Orçamento inicial
- R$ 20 por dia durante 30 dias, para medir quantos pedidos a campanha gera.
- Medição
- Cada clique no botão de pedido conta como um resultado da campanha.
Palavras-chave para anunciar
Palavras negativas: impedem que o anúncio apareça para quem não é cliente
Exemplo de anúncio
A gestão da campanha é um serviço contratado à parte (ver tráfego pago). O valor investido nos anúncios é pago diretamente ao Google.
Como saber se o site está trazendo clientes
Para saber se o site está funcionando, acompanhe alguns números simples em vez de confiar na impressão do dia a dia. Estes bastam:
- Pedidos pelo WhatsApp: contar quantas conversas começaram pelo botão do site em cada semana.
- Proporção entre aplicativo e pedido direto: comparar, mês a mês, quantos pedidos vieram de cada canal.
- Clientes que voltam: contar quantos clientes pediram mais de uma vez pelo WhatsApp no mês.
Anotando esses números todo mês, fica mais fácil decidir se vale a pena anunciar e quanto investir.
Do pedido ao site no ar
- Envie as informações pelo WhatsApp: nome do delivery, endereço, WhatsApp, bairros atendidos com a taxa de entrega, cardápio com preços e 3 fotos.
- Receba o rascunho no prazo combinado e peça os ajustes necessários. Uma rodada de ajustes está incluída.
- Aprove a publicação. O site só vai ao ar depois da sua aprovação e é cadastrado no Google.
Estrutura de páginas recomendada
Para um delivery, o Plano Premium permite separar o cardápio em páginas, o que facilita a leitura no celular e amplia as buscas em que o site aparece.
- Início: o prato ou combo de maior saída, o botão de pedido e a mensagem "entregamos no seu bairro?" com a lista de bairros.
- Cardápio: uma seção por categoria, com foto, descrição curta e preço de cada item.
- Combos e promoções: ofertas da semana e combos para família, atualizados pelo próprio delivery.
- Área de entrega: bairros atendidos, taxa de cada um, tempo médio e pedido mínimo.
- Como pedir: o passo a passo do pedido pelo WhatsApp e as formas de pagamento.
- Encomendas e eventos: pedidos grandes para festas e empresas, com antecedência mínima.
- Contato: WhatsApp, horário de funcionamento e link para avaliar o delivery no Google.
No Plano Essencial, essas informações são reunidas em uma única página, na mesma ordem.
Erros comuns em sites de delivery
- Cardápio em arquivo PDF. Abre mal no celular e não é bem aproveitado pelo Google.
- Bairros atendidos ausentes. O cliente pede, descobre que não é atendido e não volta.
- Preço diferente do aplicativo sem explicação. Se o preço no site for menor, vale informar o motivo: o pedido direto não paga comissão.
- Botão de pedido escondido. No celular, o botão deve estar visível sem que o cliente precise rolar a página.
Quanto custa o site para delivery
Perguntas frequentes
O site substitui o aplicativo de entrega?
Não. O site é um canal direto, sem comissão, que funciona ao lado do aplicativo.
O cliente consegue pagar pelo site?
O pedido é fechado pelo WhatsApp, e o pagamento é combinado na conversa: Pix, cartão na entrega ou dinheiro.
Posso alterar o cardápio sozinho?
No Plano Premium, sim. O delivery altera textos e fotos sem depender da DigiRocket.
Preciso fazer anúncio para aparecer no Google?
Não. O site pode aparecer nos resultados gratuitos, mas isso costuma levar semanas ou meses. Com anúncio, o negócio aparece assim que a campanha é aprovada pelo Google e deixa de aparecer quando o investimento para.
O site funciona no celular?
Sim. O site se ajusta à tela do celular, do tablet e do computador, e o botão de WhatsApp fica visível no celular desde a primeira tela.
Posso colocar o link do site no Instagram?
Sim. O endereço do site pode ser colocado na descrição do perfil do Instagram, levando o seguidor direto ao botão de contato.
Em quanto tempo o site fica pronto?
O prazo é combinado no atendimento, conforme o plano e o que o site precisa ter, e começa a contar depois do envio das informações e das fotos. O site só vai ao ar depois da sua aprovação.
Vocês atendem fora de Porto Alegre?
Sim. Todo o atendimento é feito pelo WhatsApp, sem necessidade de reunião presencial.